Pela gaivota curiosa
que espia o fundo do mar,
pela águia que ensinou
a arte de planar
ao pássaro carapirá,
pela tartaruga tal qual pedra
que inventou de flutuar
e pelo costão rochoso
na ponta da Fortaleza
pelo mar lavado,
muito obrigado.
Pela gaivota curiosa
que espia o fundo do mar,
pela águia que ensinou
a arte de planar
ao pássaro carapirá,
pela tartaruga tal qual pedra
que inventou de flutuar
e pelo costão rochoso
na ponta da Fortaleza
pelo mar lavado,
muito obrigado.
Compadre Maneco Almiro,
venho cá pedir emprestada
a vossa rabeca
pois a minha está estragada
por um tombo que levou,
quando me atrevi a tocá-la
em seresta desbragada.
Foi castigo, disso sei eu,
mas o caso é que preciso
da vossa rabeca emprestada
para tocar em uma função,
pois, outro jeito não há
de abrandar o coração
de quem precisa me escutar.
Essa água
já foi gota
de chuva,
já foi
nuvem sobre a serra
e já foi
umidade no ar
trazida
pelo vento leste
das
lonjuras do mar.
Não me
admiraria
se essa
água tivesse sido rio
no
continente africano,
por
exemplo, o Rio Congo,
que correu
e levou
um pouco da
brabeza dos leões
para
alimentar atlânticas procelas,
que estão
sempre a testar as portas
e espancar
nossas janelas.
doravante este país passa a ser
uma república democrática poética...
pátria de ler e escrever.
centros populares de cultura,
salões e clubes de leitura
em todas as localidades,
em todas as cidades.
Um país de povo livre
e com livros em todas as casas,
para a imaginação criar asas.
Com crianças e jovens leitores
Crescendo em graça e sabedoria,
e se tornando criadores...
poetas ou inventores.
Na República Democrática Poética
são poderes harmônicos entre si,
o poder criativo, o poder solidário...
e o poder
humanitário.
Homens e mulheres são iguais
em direitos e obrigações, e mais:
haverá liberdade de pensamento...
e de expressão do sentimento.
E para o avanço espiritual da Terra,
Não podemos esperar mais:
Se fechará a Escola Superior de Guerra,
E se criará a escola superior da paz.
Viva a união da américa latina,
Viva Cora Coralina,
Viva Manuel Bandeira,
Viva a República Democrática
Poética Brasileira!
feriado prolongado,
Café recém coado.
Sol nascente.
livro de presente.
Refresco em dia quente.
Chá para aquecer o frio.
Peixe saltando no rio.
Uma piada bem hilária.
tudo azul na conta bancária.
Perder menos tempo com problemas.
E ter mais tempo para poemas.
Que bem que faz...
Uma palavra gentil,
desenho infantil.
ipê que floriu.
Bem-te-vi sentinela.
Raio de sol pela janela.
Aipim pronto na panela.
Pássaros para encantar,
Um carinho aqui,
uma poesia acolá.
E crianças entretidas em brincar.
Que bem que faz...
Chuva na bananeira.
Rumor de cachoeira.
Perfume de rosas.
Goiabeiras generosas.
Constelações no firmamento.
Músicas de Milton Nascimento
Nas canções que o vento traz...
Que bem que faz.
Em 1915, no Bairro do Sertão da Quina, em Ubatuba, Nossa
Senhora apareceu para quatro adolescentes e ensinou esta oração. Minha avó e
minhas tias a rezavam, principalmente, nas aflições causadas por
doenças, quando havia tormenta de ventos
e outros perigos.
Ó, Virgem da Conceição, Vós sois aquela Senhora
Que estais à porta do céu, Vestida de sol,
Coroada de estrelas, calçada da lua,
e que, por vossas
próprias palavras dissestes,
quem por vós apelasse 150 vezes ao dia, seria atendido:
- Chegou a ocasião! Valei-nos, ó Virgem da Conceição!
Virgem da Conceição, valei-nos!
Virgem da Conceição, valei-nos!
Virgem da Conceição, valei-nos!
Virgem da Conceição, valei-nos!
Reza-se no rosário: Inicia-se com o Creio, Pai-Nosso, três
Ave-Marias e Glória.
Nas contas grandes é dita ou entoada a oração: Ó, Virgem da
Conceição, Vós aquela Senhora que estais à porta do céu, Vestida de sol,
Coroada de estrelas, calçada da lua, e
que, por vossas próprias palavras dissestes: quem por vós apelasse 150 vezes ao
dia, seria atendido: Chegou a ocasião!
Nas contas pequenas, repete-se o pedido: Virgem da
Conceição, valei-nos!
Três-potes, acauã,
Carcará, aracuã,
João teneném, Murucututu,
Bom dia seu chico, jacu;
Surucuá, curicaca,
Chora-chuva, maritaca
Juruviara, tiziu, garça!
Deus os abençoe...
E qual é a vossa graça?
Tio Benedito, saí;
chororó, Tem-farinha-aí,
Mariquita, Suiriri,
Quero-quero, pitiguari,
Pipira, Bem-te-vi;
Maria-já-é-dia, Tuim,
Curiango, Sem-fim;
Tico-tico, crispim;
corruíra, fogo-apagou;
Juriti, Amanhã-eu-vou!
Ei, olá, psiu,
Vou contar um segredo:
dá para passar o vau
do mundo da fantasia
usando pernas de pau.
Quem sabe faz avião de papel,
balanço de pneu,
pipa para chegar ao céu,
chacoalho com lata pequena
e com lata grande faz tambor.
de manhã é craque de futebol...
De tarde, vira cantora ou cantor
Ei, olá, psiu,
Quem usa a cachola faz
carrinhos de madeira, balão,
gaita de pente e bolha de sabão.
Faz passeio virar aventura,
tarefa virar diversão,
tristeza passa a ser alegria,
tombo vira piada
e, depois, rá – rá – rá – rá...
acaba tudo em gargalhada.
Ei, olá, psiu,
Tem também poetinhas
que conseguem ouvir
os sons das ondas do mar,
mesmo morando longe demais -
tipo em Minas Gerais;
ouvem o som da vida na cachoeira;
podem escutar até a pulsação
do coração da bananeira.
Tchau, até logo, agora me dá licença:
Tenho que ir aonde o vento faz a curva,
para tirar o cavalinho da chuva.
tempo de perder e tempo de procurar;
tempo de semear e tempo de colher;
tempo de calar e tempo de falar;
tempo de se afastar e tempo de abraçar...
tempo de chorar e tempo de festejar;
tempo de demolir e tempo de reconstruir;
tempo de refletir e tempo de decidir...
refletir e decidir em amar,
pois o amor vai nos levar além,
rumo ao novo tempo
em que ninguém solta a mão de ninguém!
Para tudo há um tempo,
há um tempo para tudo,
tempo de pensar e tempo de agir;
tempo de ler e tempo de escrever;
tempo de chegar e tempo de partir;
tempo de acender e tempo de apagar;
tempo de separar e tempo de unir;
Tempo de criar e tempo de recriar;
tempo de avançar e tempo de ousar...
avançar e ousar em amar,
pois o amor vai nos levar além,
rumo ao novo tempo
em que ninguém solta a mão de ninguém!
Tempo, tempo, tempo...
há o tempo de fechar e tempo de abrir;
Tempo de apagar e tempo de acender;
Tempo de sumir e tempo de aparecer;
Tempo de se demorar e tempo de acelerar;
tempo de ofuscar e tempo de clarear;
Tempo de recuar e tempo de avançar;
tempo de persistir e tempo de insistir...
persistir e insistir em amar,
pois o amor vai nos levar além,
rumo ao novo tempo
em que ninguém solta a mão de ninguém!
Logo vai chegar o tempo do verso se fazer carne
e a poesia será viva, verdadeira, ao alcance das mãos,
igual goiaba madura no galho da goiabeira.
A casas terão quintais com pomares, cercas vivas,
galinhas ciscando, cachorros latindo e crianças reinando.
As famílias terão avozinhas com ideias revolucionárias,
e ainda contarão histórias e farão artes... culinárias.
Nos campos brotarão flores no meio de todas as lavras
e as borboletas borboletarão nas entrelinhas das palavras.
No mar as baleias canoras entoarão suas canções
para o show dos golfinhos com saltos e contorções.
Assim será, Pois em um canto do universo,
na seção de criação de mundos,
já estão corrigindo os desenhos,
melhorando os desempenhos
e usando novos conceitos:
no futuro a humanidade
não terá quaisquer defeitos.
Entre bilhões de bilhões de bilhões de planetas,
Entre bilhões de bilhões de bilhões de opções,
Ele procurou um espaço em nossa casa,
Ele quis um lugar em nossos corações.
O caminhante da eternidade
veio andar em nossas estradas
Ele ensinou as pessoas a amar
E deixarem-se ser amadas;
Em suas muitas andanças,
deu pão a quem tinha fome;
confirmou o céu para as crianças;
consertou o que estava roto;
curou quem era cego,
ressuscitou quem estava morto
e respeitou todas as criaturas...
Glória a Deus nas alturas!
Ah, se a gente escutasse
os mandamentos de amor
das lições do Bom Pastor:
cessariam todas as guerras
e a paz reinaria em toda a Terra!
Ele só queria nos abraçar,
Ele só queria nos abraçar,
Ele só queria nos abraçar...
Flor de maio, kananga, ipê;
Íris, amaranto, guaimbê;
Hibisco, Malva, flamboaiã;
amor-perfeito, campânula, açafrão;
cravo, cravina, tinhorão.
Amapola, alamanda, alpínia;
Magnólia, orquídea, camélia;
Érica, alfazema, glicínia;
Hortênsia, angélica, bromélia;
Buganvília, zínia, flor do Bornéu;
dama da noite, gérbera, rosa do céu...
acanto, sempre-viva, girassol;
Artemísia, avenca, flor-de-lis;
dendeleão, bonina, pacová;
mariquinha, calêndula, amarílis;
dália, dracena, camará;
georgina, giesta, resedá.
capuchinha, jacinto, ciosa,
beijo de frade, estrelícia, alecrim;
palma, amaranto, azaleia;
madressilva, bem-me-queres, jasmim;
perpétua, centáurea, verbena;
narciso, margarida, açucena.
crisântemo, plumeria, peônia;
antúrio, onze horas, helicônia;
petúnia, tulipa, begônia,
ipomeia, coleus, gardênia,
dezenas, centenas, mil-flores
no jardim de Vovó Eugênia.
Quando o dia amanhecer, quando o sol raiar
E o tempo ruim passar, a gente vai pescar,
pescar até poesia.
Depois vamos temperar tudo e juntar com melodia;
melodia com marés; marés com canoas;
canoas com pessoas; pessoas com praias;
praias para nadar, relaxar, amar e o mundo se pacificar.
Quando a tempestade acabar, vai voltar o tempo bom
em que todos os rios nasciam e nunca morriam,
se transformavam em mar, mar para navegar,
navegar para viver; viver para se libertar
e morar no oceano, que do nascente ao poente,
forma uma imensa nação...que pulsa igual ao coração.
Um imenso coração que pulsa para avisar
Que ninguém é dono do mar, ninguém é dono do mar!
ninguém é dono do mar! Ninguém é dono do mar...
Graças a Deus! Ninguém é dono do mar!
Meu bem,
Tenho bons braços para remar,
conhecimentos para pensar
no que é preciso fazer
se o tempo mudar,
se o dia virar noite,
se o temporal desabar.
sei ler no céu o que vai acontecer
com o tempo que ainda não mudou,
sei espiar as correntes marinhas
atrás do pescado que se ocultou,
sei qual peixe mordeu a isca
e qual escapou.
Tenho intimidade com as marés;
enfrento de proa o revés;
conheço os ventos e tormentas;
pesco em parcéis e parcerias;
sei todas as histórias de pescarias;
Conheço as correntes marinhas,
as redes, anzóis e linhas;
pesco até versos nas entrelinhas
da sopa de letrinhas;
tiro música do pinho
até com o dedo mindinho;
Sei bailar o fandango
e só por você, catarinense,
danço a tal valsa vienense.
Mulher dos olhos cor de mar,
eu quero ser mais do que amigo...
e se lhe der casa com praia e oceano em anexo,
Casa comigo?
às margens de caminhos que nos ligam ao passado.
Gosto do discurso da trovoada que de longe se anuncia
com o escarcéu que faz e nos permite escapar
para o aconchego e a paz.
Gosto de músicas antigas com cheiro de capim orvalhado,
às margens dos caminhos que nos ligam ao passado.
Sintonizo nas palavras, cantadas ou não,
dos passarinhos das matas, e nem precisam ser
iguais às do corrupião.
Gosto do som da trovoada, que de longe se anuncia,
com o escarcéu que faz, e que nos permite escapar
para o aconchego e a paz.
Gosto do ritmo da chuva Nas folhas das bananeiras
Que insiste em avisar que é tempo de desestressar.
Gosto também da canção do vento que bagunça os seus cabelos
e a deixa com aparência desvairada de artista... ou pessoa apaixonada.
Também gosto de escutar o ritmo das ondas do mar
e dos motores das traineiras que partem para pescar...
Uma melodia em início do dia, que faz notar
que tudo continua no lugar...
meu coração a bombordo e a bela adormecida a boreste.
Ai, meu São Francisco,
Cem por cento natural,
Cuide da Amazônia e do Pantanal;
Da Mata Atlântica e dos Cerrados;
Das Pradarias e da Caatinga;
Das lagunas e alagados.
São Francisco dos bichos,
Cuide do quati na árvore e no chão
da paca e suas paquitas,
da onça, prima do leão;
dos colibris e mariquitas;
proteja o tatu e o caititu;
a ema e a seriema;
o jacu e o teiú.
São Francisco dos pés no chão,
Abençoe o ouriço e sua aspereza,
o caxinguelê e sua ligeireza;
o tamanduá dando bandeira;
a música do sabiá-laranjeira;
os filhotes do lobo-guará;
o pulo do gato maracajá;
a singeleza do jabuti
e o chamado do carcará.
São Francisco, meu nego,
Não esqueça nem do morcego.
Para a solidão, companhia;
para clarear, amanhecer;
para a tristeza, alegria;
para aprender, o ABC;
para a primavera, sinfonia;
para o jardim, florescer;
para crer, confia;
para abraçar, você!
Para as tempestades, abrigos;
Para celebrar, cantoria;
Para as parcerias, amigos;
Para solidariedade, empatia;
Para recordar, reler;
Para brilhar, sorria;
Para tudo iluminar, você!
Para a solidão, abraços;
Para o frio, calor;
Para colher, plantar;
Para a paz, amor;
Para receber, se doar;
Para repousar, adormecer;
Para sonhar, você!
Parabéns, felicidades
Qual presente você vai querer,
É para usar ou para brincar?
Que tal um cachorrinho para gostar,
Ou gaita de papel e pente
Para tocar música popular?
Que tal um montão de jabuticabas,
ou fruta do cambucá,
Ou então caquis madurinhos?
Que tal um passeio na praia,
Com direito a saltos de golfinhos?
Corda de pular ou vara de pescar,
Petecas de palha de milho,
Ou pipa para voar?
Que tal um galo bem-comportado
que se esgoela de cantar,
mas só no horário combinado?
Um balanço de pneu,
Um gatinho para chamar de seu,
Um jogo de amarelinhas,
ou Um baú cheio de lembrancinhas?
Um castelo de conto de fadas,
Mas feito de areia
Um bambolê que bamboleia,
Um carrossel de jardim,
Um balanço na goiabeira,
ou Perfume de jasmim?
Que tal um cavalinho de madeira
ou um calendário sem segunda-feira?
Parabéns, felicidades,
Qual presente você vai querer?
É para usar, para brincar
ou só para enternecer?
Um ranchinho para morar,
uma canoa para trabalhar,
uma rede para pescar,
mas é rede de espera,
porque não tenho pressa
e quem espera sempre alcança
o peixe que Deus dará,
amanhã eu volto para buscar.
A praia é o meu lugar,
onde fui batizado no mar,
onde aprendi a pescar,
e a tirar música do pinho
até com o dedo mindinho.
Não, não deixo meu ranchinho,
não dou bobeira,
sou parceiro de São Pedro,
sou craca da costeira.
Pode vir dono de milhões,
pode vir cantilena de sereia,
que não vendo minha casinha,
não entrego meu pedaço na areia.
Pode vir dono de milhões,
pode vir cantilena de sereia,
não vendo o meu ranchinho,
não largo o macio da areia.
as crianças brincando nas praças,
os peixes saltando no ribeirão.
Vá conhecer os detalhes do mundo
vá aumentar a teia de amizades
para encontrar seu bem.
Comece pelos passos das danças,
quem dança, abraça alguém.
o sol pulsar como um coração,
o sabiá que anuncia a primavera
e escute sua canção.
Mas primeiro encontre seu bem.
Comece pelos passos das danças,
quem dança, abraça alguém.
Olhe por onde caminha
e aonde vai a estrada,
não, não vá sozinha,
a vida é dura caminhada
e com parceria
fica mais leve a empreitada.
Você terá o seu bem
e comece pelos passos das danças,
quem dança, abraça alguém.