sábado, 15 de agosto de 2026

Chuva no bananal

 



José Almiro, meu avô,
almoçou um bom pirão
da garoupa que pescou,
tomou um golpe de garapa
do canavial que plantou,
estirou-se na esteira de taboa
que com suas mãos fabricou,
e, ao sonífero som da chuva,
uma graça que Deus nesse dia concedeu,
afinal adormeceu.

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