sábado, 15 de agosto de 2026

Elegia

 

O coração levou uns cambotes na vida,
peitou grileiro de terra,
distribuiu carinho e amor
e foi se gastando,
a tal ponto que seu doutor
recomendou mais parcimônia
no uso das emoções.
Mas, João de Souza,
que não nunca foi cerimônias
ou de meias medidas
como os causos que contou,
era todo paladar
como o pirão que provou,
era todo caiçara
como o povo que amou,
era todo coração
que nem o fôlego acompanhou
e por isso veio a falecer
no dia 07/12/2007,
quando a alvorada despontou.

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