às margens de caminhos que nos ligam ao passado.
Gosto do discurso da trovoada que de longe se anuncia
com o escarcéu que faz e nos permite escapar
para o aconchego e a paz.
Gosto de músicas antigas com cheiro de capim orvalhado,
às margens dos caminhos que nos ligam ao passado.
Sintonizo nas palavras, cantadas ou não,
dos passarinhos das matas, e nem precisam ser
iguais às do corrupião.
Gosto do som da trovoada, que de longe se anuncia,
com o escarcéu que faz, e que nos permite escapar
para o aconchego e a paz.
Gosto do ritmo da chuva Nas folhas das bananeiras
Que insiste em avisar que é tempo de desestressar.
Gosto também da canção do vento que bagunça os seus cabelos
e a deixa com aparência desvairada de artista... ou pessoa apaixonada.
Também gosto de escutar o ritmo das ondas do mar
e dos motores das traineiras que partem para pescar...
Uma melodia em início do dia, que faz notar
que tudo continua no lugar...
meu coração a bombordo e a bela adormecida a boreste.
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