quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O pássaro sem-fim



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Araponga malhou a bigorna,
tangará se alvoroçou,
o curió desfiou um cantoria
de quem se despede da vida,
e não apenas do dia.
Uma saudade-de-asa-cinza
voejou por aqui e partiu.
Restou um passarinho tristim
que cantou um refrão
com travo de nostalgia
com que remato minha poesia
sem fim, sem fim, sem fim...

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