Do índio Tupinambá
ficaram os nomes
pregados aos lugares:
Itaguá, Marambaia,
Saquarema, Ubatuba,
Bertioga, Maranduba...
Ficaram suas palavras
nas asas das aves:
sabiá, saíra, bacurau,
inhambu, tié, uru...
Deixaram as armadilhas
com mil anos de sabedorias:
covo, mundéu, jirau,
cica, arapuca...
Suspenderam nos ramos
Das árvores suas iguarias
bacupari, cambucá,
caju, abiu, jabuticaba,
goiaba, sapoti, araçá...
Perdida só a gastronomia
da rude antropofagia.
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